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Palavra do Presidente

Por: Miguel Abrão Neto;

Quando um ano termina, esperança e votos de tudo mudar, melhorar no próximo ano, tornam-se expectativas e muitas vezes frustrações, desapontamentos quando restam apenas muitas dúvidas sobre a credibilidade dos representantes políticos e dos governantes, situação que retrata nosso país. Soma-se a isso crise econômica, que assusta e desestabiliza.

O governo gastou, em 2017, R$ 124 bilhões a mais do que arrecadou; um déficit acentuado. Porém como o governo previa um déficit primário ainda maior de R$ 159 bilhões, pode-se dizer que a meta fiscal foi cumprida. E isso ocorreu porque o governo cortou investimentos (infraestrutura, habitação, saneamento) que ficou 32% abaixo do que em 2016; e aumentou os impostos nos combustíveis; e também a arrecadação de impostos aumentou com o pagamento de dívidas atrasadas com desconto. Um déficit que precisa ser reduzido. Melhor seria algum superávit para que pudesse estabilizar relação dívida/ PIB, ter um cenário adequado das contas públicas, e consequentemente, um ambiente macroeconômico estável, com crescimento, com inflação baixa e com geração de empregos.

Em 2018, com crise política e econômica em curso e eleições à vista, os desafios são muitos para a população brasileira. O que ainda resta fazer para que o Brasil não termine insustentável?

Um ponto importante, um caminho, é evitar retrocessos na legislação. Acompanhar os debates políticos e se manter informados é fundamental para fortalecer as mobilizações sociais e dos sindicatos.

Ainda sob os impactos da reforma trabalhista em vigor desde novembro passado e da medida provisória que fez ajustes na reforma, MP 808/17 que ao invés de corrigir exageros da lei, os mantém e cria instrumentos jurídicos para sua aplicação; crescem as articulações do governo para aprovar a reforma da Previdência, sob o argumento de que a Previdência é deficitária. No entanto, já foi constatado que os problemas da mesma estão na gestão, na arrecadação, nas desonerações, na desvinculação da receita, entre outros fatores.

Alertamos também que não abriremos mão de realizar a Convenção Coletiva para 2018, apesar da nova legislação.

O SAAESP está preparado para prosseguir incansavelmente na luta! E convida a todos os trabalhadores da administração escolar para participar ativamente das mobilizações.